Cheguei aonde meu coração de biógrafa queria chegar

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Em diversos momentos de minha vida, percebia uma grande necessidade de resgatar meu passado e minha história de vida para clarear o meu presente e planejar o meu futuro com mais conhecimento de causa.

Acho que foi por isso que me encantei pelo ofício de ler pessoas, viajar pelo mundo e ajudar profissionais das mais variadas áreas a se aprofundarem no melhor conteúdo que temos a nossa disposição, em qualquer idade: a própria história de vida.

Este movimento de ir e vir, passou a renovar a minha energia e sempre esteve presente na minha jornada, inclusive na escolha da área de atuação da minha empresa, SMA2, que está focada em promover o resgate de histórias de pessoas e marcas, para desenvolver projetos com alma, que provoquem um (re)pensar mais abrangente sobre SER UMA HISTÓRIA BEM CONTADA.

Na SM,A2 não acreditamos que hoje não exista mais tempo necessário para buscar histórias de vida. Queremos que as pessoas voltem a cultivar a emoção e plenitude de se aprofundar na própria história.

E verdade dos fatos, o que tenho observado depois de inúmeras entrevistas para escrever histórias de pessoas que resolveram prestar mais atenção em suas vidas, é que resgatar a própria história faz um bem imensurável em todos os sentidos. Às vezes o processo começa meio tímido, com alguma maquiagem no que realmente foi vivenciado, pensado; as pessoas evitam mexer em algumas feridas com medo de reativá-las, mas com o caminhar do processo, a curiosidade de querer olhar de frente para poder superar vai se chegando aos pouquinhos, e quando nos damos conta a insegurança dá lugar a uma indescritível coragem disfarçada de brilho nos olhos, que quer dizer: “eu consegui tirar o foco no que está por vir, o que me importa agora é viver esse novo presente que está bem na minha frente, com pendências do passado resolvidas dentro de mim e sem medo de me orgulhar de ser quem eu sou.”

Outra coisa bacana que acontece é que amigos e familiares que participam da história também ficam “tocados” e uma nova semente de prestar atenção na própria história começa a germinar… e as conclusões têm sido unânimes: existe sim tempo para sentar, escutar, refletir, lembrar e organizar fatos e fotos.

São tantos momentos ricos a serem contemplados… a infância, a família, a escola, os primeiros amigos, as primeiras paixões, a vida profissional, os amores, filhos, novos amigos, as lembranças, os sonhos, os desafios, as derrotas, os aliados, os chamados à aventura, as inúmeras linhas paralelas e retas que se complementam.

O melhor de tudo isso é que ajudar as pessoas a resgatarem suas histórias está me transformando em um ser humano mais humano; numa pessoa que está aprendendo a valorizar mais as outras pessoas. Isso está agregando novos valores para meu fazer profissional, como roteirista, escritora e orientadora self story, porque encontrei um verdadeiro sentido para dar sentido a história de outras pessoas. E o que me traz ainda mais realização é perceber que todas as pessoas envolvidas nesse processo, sejam de famílias ou de empresas que estão levantando suas histórias para se posicionarem junto aos admiradores de seus produtos e serviços, todos valorizam muito essa troca, estes momentos reunidos onde é possível viajar pelo passado, resgatar histórias importantes, criar novos motes, marcantes e significativos para cada um, respeitando tempos e movimentos.

Posso dizer que sempre considerei a importância de ir fundo na pesquisa de fatos, causas e efeitos para planejar projetos de marketing consistentes e capazes de envolver a alma das pessoas, sempre acreditei nisso, entretanto, foi no processo de escrever o primeiro livro biográfico de uma psicanalista muito corajosa (um projeto que nem queria aceitar fazer e acabei topando por insistência do acaso), que enxerguei um nicho maravilhoso e significativo para atuar e vislumbrei a possibilidade de finalmente desenvolver um trabalho que atenderia minha necessidade de realização interior e exterior.

Hoje, meu grande propósito de vida é conseguir atender um maior número de pessoas e criar um projeto onde também possa levar esse grande benefício para pessoas menos favorecidas financeiramente, mas que também possuem ricas experiências que merecem registro e podem levar novos valores à vida de tantas outras. Para isso, já estou desenhando uma possibilidade de lançar esse projeto no formato beneficente (depois conto mais detalhes para quem quiser se juntar à ideia) e tenho certeza de que vou contar com o apoio de muitas marcas importantes que são minhas clientes no segmento da SM,A2 Projetos Especiais.

Sem dúvida, penso hoje, que o que me entusiasmou a realizar este trabalho de resgate de histórias reais, foi justamente poder construir através de técnicas de roteiro, ensinamentos antroposóficos e atividades lúdicas, uma empresa para inspirar pessoas e marcas conquistarem o patamar de Histórias Bem Contadas e assim contribuir para que elas se apropriem de seus vínculos, personagens e cenários.

É isso! Como disse o educador Rubem Alves “não cheguei aonde planejei ir. Cheguei, sem querer, aonde meu coração queria chegar, sem que eu o soubesse.”

 (Sandra Mello é roteirista, escritora, diretora de conteúdo da SM,A2 e encontrou o verdadeiro sentido da sua vida: dar vida as histórias de vida de quem quiser dar mais sentido à própria vida.)

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