Era uma vez… e tudo pode se transformar em história

Tempo de leitura: 3 minutos

era uma vez 110716De onde as histórias vêm? Por que contamos histórias?
Bom, se fosse pra responder bem rápido eu diria que é porque estamos sempre à procura de modelos e significados. Mas se pudesse pensar um pouquinho mais na resposta, eu já responderia que é porque procuramos toques familiares de como ler e entender histórias, sabem por quê?
Voltemos no tempo... Quando nossos pais (avós, padrinhos, tios) contavam histórias, bastava começar o ERA UMA VEZ... e já sabíamos que seríamos convidados a entrar no mundo mágico e quem contava entendia que iria nos conduzir por um caminho mágico.
Simples assim e nós vivemos tentando achar novos gêneros para recontar o que sempre existiu, o que alguém já viveu, escolheu, sofreu, amou, ganhou ou perdeu.
Então o que precisa fazer para ser um  bom contador de histórias bem contadas?
Fazer o leitor (a audiência) explodir de curiosidade e começar a se fazer perguntas sobre quem escreveu a história ou sobre algum personagem que tenha causado identificação ou chamado a sua atenção. Perguntas mais ou menos assim:
Quem é essa pessoa que está por trás dessa história? Queria saber mais sobre ela...
O que ela está realmente querendo dizer com tudo isso?
O que se passa pelo seu coração?
Como será que vive com seus amores, seus amigos, sua casa, seu trabalho...
É bem por aí...
Quem escreve tem que provocar incômodo em quem lê, para gerar perguntas que levem a outras perguntas; tem que criar identificação com o que sente, com o que vivencia, com o que muitas vezes quis explicar bem bacaninha e não encontrou as palavras que dariam o ritmo certo ao tempo e movimento.
Uma coisa eu aprendi em tantos anos de contação de histórias, criação de personagens e escrita de dezenas de biografias de Gente com G e você pode e deve acreditar no que eu vou te falar agora: as pessoas têm uma necessidade absurda de criar um sentido para continuar vivendo, entender o porquê das coisas serem como são, por isso gostam tanto de histórias bem contadas.
Todos nós precisamos entender o papel que podemos desempenhar para criar mais sentido para nossas vidas.
Indo direto ao ponto, se eu posso te dar uma dica de ouro para escrever uma história que todo mundo vai curtir, a dica é: escreva com a maior naturalidade possível, conte algo que aconteceu na sua vida e te marcou alinhando emoções e palavras.
Pode começar, por exemplo, com a expressão “Eu me lembro...” e começar a enumerar várias pequenas lembranças; se aparecer alguma lembrança importante, escreva sobre ela!
Também pode escrever sobre alguém que amou um dia, sobre seus avós, sobre o maior medo que já sentiu, as leituras que mudaram sua vida, um professor que marcou sua infância...
Aprenda a gerar seus próprios tópicos e temas, pois é um treino excelente!
Outra coisa bacana pra você pensar é que quando se escreve para alguém ler, é bacana que o enredo sugira uma troca, porque tudo na vida funciona muito bem em esquema de troca. Eu te motivo a escrever, você divulga o que eu escrevo, eu leio o que você escreve e assim vai se formando uma corrente de energia indestrutível. Mas não é de graça, porque envolveu tempo, sentimento e emoção. Elementos que não têm preço.
Experimenta!
|Sandra Mello - Roteirista, biógrafa, orientadora self story, dramaturga e gestora da comunidade www.facebook.com/historiasbemcontadas/ |
 

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.